Professores da Rede Estadual protestaram em Muzambinho nesta quarta-feira (20)

A manifestação ocorreu em frente ao Colégio, na Avenida Doutor Américo Luz, às 18h

Publicado em 20/06/2018
Por Daiane Del Valle e Fábio Carvalho
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(fotos por Gaby Mariany, Daiane Del Valle e Fábio Carvalho)

Dezenas de professores da rede estadual de ensino de Muzambinho outras cidades do Sul de Minas reuniram-se hoje em frente à Escola Estadual Professor Salatiel de Almeida (EEPSAM), às 18h, para protestar pela falta de pagamento de seus salários. A 1ª parcela, referente ao mês de junho, foi paga somente para uma parte dos servidores. É a segunda vez neste ano em que os professores estaduais paralisam seus trabalhos.

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“Não estamos aqui pleiteando um direito que não é nosso. Lutamos por aquilo que nós trabalhamos para receber. Nossa luta é legitima!”, destacou o professor Renato C. Ellis, da EEPSAM, um dos líderes da manifestação. A professora Maria Messias, da Escola Estadual Cesário Coimbra, ressaltou seu descontentamento com o governador Fernando Pimentel e a necessidade do pagamento do estado. “Ninguém consegue trabalhar sem seu salário. Trabalhamos por amor, mas precisamos do dinheiro para pagar nossas contas. O governador deveria olhar mais para a classe que o elegeu”, manifestou a professora.  

Emocionada, a professora Anaí Navarro, do Cesário, fez um desabafo: “Nós lutamos por melhora, somos educadoras, somos transformadoras. Somos feitas de palhaças. Abandonamos nossa casa e nossa família para cuidar dos filhos dos outros. Espero que meu trabalho não seja em vão, pois é muito triste ser idealista, lutar por tanta coisa bonita, e ter que vir pra rua lutar por causa de dinheiro”, declarou Anaí.

A Secretaria de Estado da Fazenda pagou R$ 1,5 mil para os servidores que estão trabalhando e declarou que nesta terça-feira (19) pagará R$ 1 mil aos aposentados e inativos. Ainda conforme a secretaria, os valores restantes, tanto para ativos quanto para inativos, serão pagos à medida que o caixa se normalizar. A data do pagamento da 2ª parcela está mantida para a próxima segunda, dia 25 de junho.

A primeira paralisação ocorreu entre os meses de março e abril e durou 43 dias. A reivindicação na época era o pagamento do piso nacional. Agora, os professores pedem para que o Governo cumpra no mínimo o pagamento do salário fracionado nas datas que definiu.

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