Guaxupé - PROTESTO GERAL: Caminhoneiros bloqueiam rodovias

Movimento tem nível nacional e deve ganhar adesão maciça

Publicado em 21/05/2018
Por A Folha Regional

 

Movimento tem nível nacional e deve ganhar adesão maciça

Caminhoneiros iniciaram, na manhã de segunda-feira, 21 de maio, um protesto de nível nacional contra o reajuste do combustível. O movimento, que foi anunciado pela classe nos últimos dias, deve alcançar adesão maciça, sendo que em Guaxupé foram bloqueadas as entradas e saídas da cidade.

A greve começou por volta das 10h, quando motoristas pararam caminhões e carretas que trafegavam de Muzambinho ou São Pedro da União, sentido Guaxupé. Desde o Trevo do Japy, na BR 491, até o trevo do Pólo Industrial (da Vime), na mesa rodovia, os profissionais estão sendo impedidos de seguir viagem.

De acordo com os líderes do movimento, a ordem é deixar passar apenas condutores de cargas vivas, perecíveis e ambulâncias. “O resto não vai passar mesmo, pois só desta forma que o governo nos ouve”, comentou Antônio Carlos Souza, que apoia ao movimento e afirma já não ter condições de arcar com as despesas cada dia maiores.

De acordo com as informações checadas pela reportagem, a Cootrans, cooperativa que defende os direitos dos caminhoneiros em Guaxupé e região, apoia ao protesto. Outras entidades, segundo consta, já estão se organizando, a fim de unirem forças e engrossarem de vez a greve. “O combustível está subindo diariamente e nós não temos mais como trabalhar. Só de pedágio e diesel perdemos 70% do frete”, desabafou o motorista Edson Donizete Gonçalves, que está entre os organizadores.

Em outras regiões, a paralisação também está tomando corpo nesta manhã. Além de Minas Gerais, o ato conta com as adesões de caminhoneiros no Ceará, Espírito Santo, Goiás, São Paulo, Mato Grosso, Paraíba, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Tocantins e Bahia. Ainda sobre o combustível, haverá um novo acréscimo nos valores a partir desta terça, 22, de 0,97%, no mínimo. A Petrobras, porém, alega que o reajuste pode não chegar ao consumidor final, mas pouca gente acredita nesta hipótese, uma vez que só o diesel acumula alta de 8% ao ano, percentual inclusive acima da inflação, que gira em torno de 0,92%, segundo o IBGE.

 

Colaborou: Carlos Alberto


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