Greve dos professores: Colégio Salatiel sem aulas desde 15 de junho

A categoria pede pelo pagamento dos salários atrasados e por mais valorização

Publicado em 19/06/2018
Por Fábio Carvalho
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Os professores da Escola Estadual Professor Salatiel de Almeida, em Muzambinho, estão em greve desde a última sexta-feira, 15 de junho. Em todo o estado de Minas Gerais, os profissionais da educação pedem que seus salários sejam pagos em dia e aconteçam os devidos aumentos prometidos pelo Governo.

A equipe MN esteve no Colégio e conversou com o professor Júlio César Gonçalves, que junto aos demais educadores está em greve pedindo que seus direitos sejam cumpridos e por mais valorização para a sua classe.

Nesta quarta-feira, dia 20 de junho, será realizada uma manifestação na Praça Pedro de Alcântara Magalhães, a partir das 18h, e os professores contam com a participação de toda população muzambinhense.  

Confira a entrevista com o professor Julio:

MN- A greve estadual de professores começou na segunda-feira passada e o Colégio Salatiel de Almeida aderiu na sexta-feira, 15 de junho. Quais são as reivindicações dessa paralisação?

Júlio Gonçalves - Então, estamos seguindo a planilha do sindicato (Sind-UTE), nesse momento exigindo que o governo pague como era antigamente em todo quinto dia útil, porque além dele ter parcelado em 3 vezes o pagamento salarial dos professores não nos paga em dia.

MN- O salário de vocês tem atrasado constantemente?

Júlio Gonçalves- Sim, mês passado, por exemplo, a primeira parcela aconteceu no dia 18. O governo deve aos professores o salário mensal atrasado há cinco dias, com quase dois meses de atraso, sem falar nos aumentos que ele propôs negociações, mas até o momento não cumpriu nenhum combinado. Estamos em negociação direta. As greves seguidas apertam o governo, já ganhamos o aumento que na gestão anterior nós não tivemos. A gestão anterior foi bem pior, mas pagava em dia.

MN- Você acredita que essa greve deve ter um fim logo?

Júlio Gonçalves- A situação agora é bem crítica, porque na verdade tudo mostra que o Estado não tem de fato dinheiro para pagar os professores. Pimentel como candidato a governador não iria estragar a sua própria campanha, então eu acho difícil que seja resolvido, mas ele deveria pagar a todos de forma igual. Profissionais da segurança e saúde têm sido pagos de forma integral e a educação não. O governador optou por esses dois grupos e se esqueceu dos professores,  logo o pagamento vem sendo feito de forma desigual. Professores têm se organizado para falar sobre o assunto e repassamos para os alunos. Esperamos a participação de toda população na manifestação dessa quarta-feira, 20 de junho, a partir das 18h, na Praça Pedro de Alcântara Magalhães.


Sobre o autor

Fábio Carvalho

Dono e Editor Chefe do Muzambinho Notícias - Portal MUN

Fábio Carvalho estudou jornalismo na PUC-PR graças ao Prouni, de 2013 a 2017. É especialista em redes socias pela Academia do Marketing, técnico em informática e técnico em análise de credito e cobrança formado pelo IFSULDEMINAS - Campus Muza ...

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