Escolas exigem declaração de vacina para matrícula na rede de ensino de Muzambinho, MG

Lei obriga pais de alunos das redes municipal, estadual e privada a apresentar declaração.

Publicado em 23/01/2019
Por Portal G1

 

Uma lei em Muzambinho (MG) obriga pais de alunos a apresentarem a declaração de vacinas na hora da matrícula na rede de ensino. Alunos das redes municipal, estadual e privada são aceitos nas escolas apenas com as carteiras de vacinação em dia.

Desde que entrou em vigor na cidade, a lei já conseguiu aumentar em mais de 90% a aplicação de vacina contra o HPV. De junho a setembro, antes da aprovação, o número de doses aplicadas era de 186. Depois de agosto, quando a lei foi publicada, o incentivo fez as doses aumentarem para 355, de outubro a dezembro.

“A gente acredita que cerca de 3,5 mil crianças e adolescentes de zero a menor de 15 anos tenham comparecido à unidade de saúde para atualizar sua carteira de vacinação”, explicou o responsável pelo setor de imunização, Michel Divino Aparecido Novaes.

Nos últimos três meses de 2018, a quantidade de doses aplicadas aumentou 10%. O projeto de lei e obriga a vacinação de todos os estudantes do ensino infantil até o 9º ano do ensino fundamental.

A declaração exigida é emitida em qualquer posto de vacinação. Na cidade, são pelo menos 4 mil estudantes matriculados até o ensino fundamental.

A ideia veio do setor de saúde. “O objetivo principal é aumentar as coberturas vacinais e automaticamente prevenir nossas crianças e adolescentes de doenças”, defende Michel.

Em uma escola municipal, que atende 440 alunos, os pais foram avisados assim que a lei foi publicada. “Nós não tivemos problema nenhum. 99% dos pais aderiram e acharam muito bom essa nova foram de agregar o documento na escola”, contou a diretora Ana Mara Alves. “Muitas das vezes a gente até esquece. Então, a escola exigindo é até bom pra gente, a gente anda em dia”, explica a costureira Elisângela dos Santos.

“Muitos pais descobriram que tinham vacinas em atraso e nem sabiam. A gente achou que teve um resultado positivo, principalmente nessa faixa etária dos 9 aos 15 anos”, conclui Michel.