Desabafo de um deficiente: falta acessibilidade em Muzambinho!

A Lei Brasileira de Acessibilidade deveria obrigar o poder público a garantir condições mínimas de acessibilidade

Publicado em 03/08/2018
Por Daiane Del Valle
Imagem Vem para o Clube MN

 

Muzambinho possui diversos estabelecimentos com pouca ou nenhuma acessibilidade, inclusive órgãos públicos como a Prefeitura, segundo o vereador Roberto Teodoro, que convive com dificuldades de locomoção na cidade diariamente e destaca os obstáculos que este cenário representa, dificultando o acesso dos deficientes em suas atividades rotineiras e representando riscos aos deficientes físicos e idosos.

Tetraplégico há 12 anos, depois de um acidente em uma piscina, em entrevista o vereador informou que junto com seus colegas já apresentou inúmeras indicações para que fossem feitas rampas de acesso pela cidade, inclusive solicitou que a Prefeitura fizesse rampas e demarcações próximas a agências bancárias e estabelecimentos comerciais, porém os pedidos não têm sido atendidos.

“As ruas do Centro de Muzambinho em sua maioria são de paralelepípedos, por ser uma cidade antiga, sem adaptação alguma, são totalmente irregulares e dificultam muito o acesso de pessoas com deficiência. Minha torcida é para que sejamos ouvidos e atendidos não somente em Muzambinho, mas em todo o Brasil”  - afirmou Roberto.

O vereador ainda expôs outro problema: a concessão de alvarás a estabelecimentos comerciais que não atendem às normas estabelecidas pela Lei de Acessibilidade, causando assim uma difícil locomoção dos portadores de deficiência física e idosos. Ele ressalta também que alguns locais com rampa foram feitos de forma incorreta e irregular, com inclinação acima do determinado e banheiro acessível a apenas um gênero, por exemplo. Enfim, são inúmeras as falhas e mesmo assim esses estabelecimentos conseguem autorização de funcionamento pelo município.

A LBI – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146 de 2015), inclui dispositivos que obrigam as municipalidades a pensar na acessibilidade como um todo, em especial em como gerir a reforma de calçadas, de forma que elas sejam perfeitamente acessíveis para todos os cidadãos.

 


Sobre o autor

Daiane Del Vale

Colaboradora em produção de conteúdo

Estudante de Jornalismo, Uninter Guaxupé. 

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