“Adoro meu espinho” - não, ninguém gosta disso!

Saúde e Bem-estar

Publicado em 30/04/2018
Por Carlos Donizetti de Souza Júnior

Somos um só. Tanto as emoções influenciam o corpo, quanto o corpo tem a capacidade de provocar variadas emoções. Um exemplo comum é o do espinho no pé. Tudo pode estar bem a sua volta, mas seu espinho é o que mais importa no momento. Enquanto você não tirar, parece não conseguir se concentrar em outras coisas. Nossas emoções também são assim, tudo pode estar bem, mas se tem algo incomodando, precisamos cuidar disso.

Alguns sintomas que surgem e indicam algo que não está tão bem geralmente são os medos, as ansiedades exageradas, o estresse. Estes sintomas podem desenvolver prejuízos no trabalho, na concentração nos estudos, na vida social e pessoal. Se não forem cuidados e permanecerem na rotina por um longo tempo, destes sintomas podem surgir transtornos emocionais como os de ansiedade e depressões, a síndrome de Burnout (causada por excessivos e prolongados níveis de estresse no trabalho), entre outros. Segundo o psiquiatra e psicanalista David Zimmerman, entre as 10 causas mais incapacitantes dos indivíduos, 5 são psiquiátricas e destas a maior é a depressão.  Em 2017, a Organização Mundial da Saúde apontou que, de 2005 a 2015, houve um aumento de 18% no número de depressivos, afetando 322 milhões de pessoas no mundo e sendo uma das maiores causas de incapacitação no trabalho.

Atualmente, sabe-se que a longevidade está ligada a fatores como a genética, modos de alimentação, cuidados com a saúde emocional e com o corpo. Nesse sentido, a procura por academias, alimentos saudáveis e práticas de esporte de modo geral demonstra que as pessoas querem qualidade de vida. O que também nos chama a atenção é o aumento nos cuidados da saúde emocional na busca por socializações, suporte familiar, tirar um tempo para si e descobrir atividades prazerosas que reduzam o estresse.

É interessante colocar como a psicologia pode favorecer o desenvolvimento da saúde emocional, não somente tratando com suas variadas técnicas, mas promovendo a saúde como um todo. Esta ciência proporciona o autoconhecimento, o desenvolvimento de habilidades – como se expressar melhor, organizar os pensamentos, lidar com as adversidades, estabelecer objetivos e saber como “fazer as pazes consigo mesmo”. Faz um bem danado!

Para finalizar, é importante darmos um pouquinho mais de atenção às nossas emoções. Assim como o espinho atrapalha nosso foco e causa estresse, se algo nos preocupa, o nosso corpo entende como uma situação de perigo e vai querer resolver de imediato. No entanto, não é tão simples como tirar algo do pé, precisamos ouvir nossos desejos, dar lugar para eles, um sentido. A tranquilidade costuma vir depois disso. Depois de nos conhecermos e descobrirmos que somos capazes de lutar contra os empecilhos da vida. Faz parte o espinho, mas dá muito alívio quando resolvemos algo, tanto no corpo quanto na mente. Somos um só.


Sobre o autor

Carlos Donizetti de Souza Júnior

 

Psicólogo (CRP 04/44638), natural de Muzambinho - MG.

Carlos é graduado pela Universidade Paulista, com período cursado na Universidade do Porto, em Portugal. Especializando em Saúde Mental pela UCDB. Oferece atendimentos clínicos presenciais e orientações online. Psicólogo concursado (1ºlugar) na Prefeitur ...

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